20% OFF, desconto real e só essa semana

Toda engenheira precisa saber matemática? Todo arquiteto precisa saber ambientação? Toda jogadora de futebol precisa saber chutar a bola? E o que a pessoa de UX precisa saber? Talvez conhecer Design Thinking? Confira algumas coisas que todos e todas de UX precisam ter em seu cinto de utilidades para trabalhar na área.

1 – Conhecer bem a área e qual área de UX focar

Seja com artigos de blogs, vídeos, cursos onlines e presenciais, mas estudar é primordial para quem almeja colocar que trabalha com UX no Linkedin.

Quando digo conhecer bem a área é saber das ínumeras possibilidades que temos ao trabalhar com UX, podemos nos especializar em áreas como:

  • UX Writing
  • UX Strategy
  • UX Research

Além disso, já viu o infográfico gigante do Dan Saffer sobre as áreas de UX?

2 – Dominar bem alguma ferramenta de UI design é interessante

“Opa, mas preciso saber design então?”

É bom sim, mas precisar não precisa. Vou abordar isso em outro post. O ponto é que se você tem proficiência em alguma ferramenta como o Figma ou Adobe XD isso vai facilitar muito a sua vida na hora de prototipar e validar suas hipóteses.

Não escondo que sou fã do Figma, mas teste outras ferramentas como o Sketch ou o Webflowe e reflita qual se encaixa melhor no seu jeito de trabalhar.

3 – Ficar atrás do computador não adianta muito

Não adianta ficar no seu computador de 29 polegadas fazendo protótipos de altíssima fidelidade se você não levantar a bunda da cadeira e ir falar com seu usuário.

Além de falar com seu usuário é muito importante ir atrás de informações pela sua empresa principalmente em tempos de entendimento de contexto. Você vai ter que falar com outros setores seja para colher feedbacks e entender mais do negócio.

Quando digo que não dá para criar sem falar, me refiro ao fato que nós UXers precisamos conversar com todos e todas. Sejam usuários ou colegas de trabalho. UX é um campo que encosta em diversas áreas de qualquer empresa. Do marketing à diretoria. Do desenvolvimento ao almoxarifado.

4 – Seu usuário é diferente de você

Você pode fazer pesquisa de campo, entrevistar 500 pessoas, viver um dia na pele de alguém, mas você não é o seu usuário.

Todos os itens supracitados são importantíssimos para estimular a tal da empatia, mas não vão te fazer ter exatamente as mesmas preocupações e dores do seu usuário.

É como você desligar o monitor um dia no trabalho para simular que é cego e ir usando o leitor de tela. É bacana para nós tentarmos nos colocar ali numa posição de usuários de leitores de tela, mas nunca será a mesma coisa. O que nos leva ao último ponto…

5 – Você não detêm a verdade

“Entrevistei 25 pessoas e fiz teste de usabilidade com 50, eu sei o que é melhor para o projeto.”

Muitas vezes você vai pensar algo parecido, afinal somos a única pessoa que defende o usuário em nossas empresas, porém isso não nos dá capacidades oniscientes.

Não confunda empatia com onisciência e seja mais humilde.

6 – Nem tudo é responsabilidade sua

E não tem problema nenhum nisso!

Dependendo do perfil da empresa, você vai fazer UX e UI, UX e front-end, UX Writing e UX Strategy. Muitas vezes tudo isso junto principalmente em times bem pequenos.

Não se desespere e tente envolver outras pessoas no seu processo para não se sobrecarregar. Nem todo produto precisará passar pelas mãos do time de UX e isso é ótimo. Principalmente quando é cliente arrependido de não ter fechado aquele freela com você. 😉

7 – Entender bem o problema antes de pensar na solução

Geralmente pessoal adora já ir desenhando no Figma soluções e features mirabolantes para um problema específico. E o que pode acontecer? Produtos inflados, cheios de funcionalidades que mais parecem um painel de avião.

Invista uma energia considerável para entender de verdade o problema que você precisa resolver. Entreviste pessoas, fale com stakeholders, papeie com colegas, etc.

Sei que é complicado pois ficamos ansiosos para enviar entregáveis para a chefia e “fazer a esteira funcionar”, mas de nada vai adiantar uma persona ou wireframe se o problema continuar ali.

8 – Validar é mais importante que deixar perfeito

Como UXers, nosso papel é (deveria) advogar em favor do usuário, então não se preocupe em ser pixel perfect ao desenhar uma tela ou tentar fazer um código 100% performático.

O que de fato vai trazer valor para o usuário? Vai ser a escala tipográfica escolhida ou o conteúdo que ele precisa para se formar? Vai ser a cor do botão ou a opção dele salvar um conteúdo offline?

Foque mais em testar e validar suas ideias. Ninguém é perfeito, seu produto não vai ser. E como você vai fazer isso? Acabativa, termine o que você começa.

Faltou muuuita coisa nessa lista, o que você acrescentaria? Designers precisam codar? Precisam ter visão de negócio? Escreve aí nos comentários o que você acha sobre isso e o que acrescentaria nessa lista!